Disney oficializa o lançamento de seu streaming

Há cerca de um mês, logo após a publicação do nosso post sobre a série Monsters At Work que estreará na plataforma de streaming Disney + (Disney Plus), a Walt Disney Company fez um grande comunicado falando da estreia de seu streaming, seus conteúdos, os valores e quando chegará em diversas partes do mundo.

Em evento para investidores realizado no último dia 11 de abril, a Walt Disney Company revelou quase todos os detalhes sobre o lançamento e expansão de sua plataforma de streaming, a Disney+, que sem sombra de dúvidas chega para enfrentar o seu maior concorrente, a Netflix.

A primeira novidade da Disney+ foi a data de estreia. Nos Estados Unidos, a plataforma será lançada no dia 12 de novembro de 2019. E, já no primeiro dia, estarão disponíveis, por exemplo, 18 dos 21 longas-metragens da Pixar Animation Studios. As exceções serão Viva – A Vida é uma Festa (Coco), Os Incríveis 2 (Incredibles 2) e Toy Story 4, que chegam à plataforma no decorrer de 2020, conforme apresentado por Pete Docter, Chefe e Diretor Criativo da Pixar.

E tudo isso porque estamos falando apenas da Pixar Animation. Mas estarão lá TODOS os longa-metragens da Disney, os 7 episódios da saga de Star Wars (Episódios I-VII) + Rogue One: Uma História Star Wars e toda a série de The Clone Wars; e quase todos os filmes da Marvel Studios até Capitã Marvel – as exceções são Homem-Formiga e a Vespa, Os Vingadores – Ultimato, Pantera Negra, Guardiões das Galáxias e Thor Ragnarok, que serão adicionados posteriormente ao londo do primeiro ano do streaming. E, com a recente aquisição da Fox pela Disney, Os Simpsons também estarão disponíveis na Disney+!

E, isso sem considerar o conteúdo inédito da plataforma, que inclui – falando novamente da Pixar Animation –, os 6 curtas-metragens Sparkshorts e 10 curtas Garfinho faz uma pergunta (Forky asks a question) de Toy Story 4! Nesses 10 curtas o Garfinho faz perguntas sobre importantes questões do mundo como: O que é Amor? O que é o Tempo? e é claro, a mais profunda questão de todas, O que é Queijo? =D

Como conteúdo inédito da plataforma, disponível no primeiro dia, estarão o longa-metragem de computação gráfica de A Dama e o Vagabundo, a série The Mandalorian (do universo de Star Wars) e o documentário The Imagineering Story de Leslie Iwerks (a mesma diretora do doc A Pixar Story).

Muita informação não é mesmo? Mas… tem mais. =D

Betty, a namorada do Woody em Toy Story, terá um curta-metragem seu, chamado Lamp Story (A História de uma Luminária, em livre tradução) no Disney+. Mas o curta, assim como a série do universo de Monstros S.A., Monsters At Work, só devem estrear no streaming em 2020.

A Disney informou também os preços do Disney+ nos EUA. A mensalidade custará US$ 6,99 (Seis dólares e noventa e nove centavos) por mês ou o plano anual (sem a exibição de publicidade) por US$ 69,99 (Sessenta e nove dólares e noventa e nove centavos).

A implementação da plataforma de streaming no mundo é um plano que deve levar 2 anos para ser concluído. As etapas seguirão a seguinte ordem:

EUA – 12 de novembro | Primavera 2019*
Europa Ocidental | Primavera 2019 até Verão 2020*
Ásia/Pacífico | Primavera 2019 até Primavera 2021* 
América Latina | Primavera 2020 até Verão 2021*
Europa Oriental | Primavera 2020 até Primavera 2021*

*Para facilitar o entendimento dos períodos, utilizamos como parâmetro as estações do ano do hemisfério Sul.

Segundo o calendário… só devemos ter algum sinal da Disney+ aqui no Brasil à partir do final de 2020. =(

Mas uma data de implementação tão tardia para a América Latina (particularmente para o Brasil), pode acontecer dessa forma por diversos motivos.

Sabemos que hoje ainda temos títulos da Pixar Animation que nunca foram lançados em Blu-ray (mídia física de alta resolução) no Brasil. Vida de Inseto, Ratatouille e Pixar Shorts Volume 1 (com os curtas do estúdio), são 3 títulos do estúdio nesse caso. Tal fato ocorreu por, segundo fabricantes e distribuidores, não terem sido realizados masters de blu-ray, com as opções de legenda e dublagem em português do Brasil (PT-BR), que é diferente da utilizada para Portugal (PT-PT), por exemplo.

Outra questão é o fato de que, segundo as notícias, com a implementação da plataforma de streaming, a Disney teria que (re)negociar os contratos de distribuição de seus conteúdos/produções pelo menos com as atuais plataformas de conteúdo “on demand” e com os canais de TV por assinatura além de rever o seu contrato com a Netflix (o que já vem acontecendo há algum tempo, principalmente com as séries da Marvel produzidas pelo Netflix).

Exemplificando, filmes como Viva – A Vida é uma Festa (Coco), Os Incríveis 2 (Incredibles 2) e Toy Story 4, só chegarão à plataforma da Disney nos EUA ao longo de 2020. Isso deve acontecer em virtude de contratos prévios com outras plataformas digitais, que precisam ser respeitados. Viva e Os Incríveis 2, por exemplo, já fazem parte do catálogo atual do Netflix nos Estados Unidos.

Um outro fato é que, ao redor do mundo, a Disney terá de abastecer a biblioteca da plataforma com um sem número de versões de legendas e dublagens para todos os conteúdos que irão disponibilizar. Isso irá consumir um tempo significativo e como provavelmente a base dos vídeos será a mesma para todo o mundo, pode significar gerar novas legendas e sincronizar as versões de dublagem com as imagens. Fora a questão de que possivelmente muitas das produções mais antigas deverão ser redubladas para que tenham a qualidade de audio exigida pelo novo serviço.

Além de que todas as artes e versões de logo do filme terão as versões de acordo com o país onde a plataforma está em funcionamento, né?! =O

Então, apesar do nosso desejo que a plataforma chegue o mais rápido possível por aqui, é totalmente justificável que a Disney+ leve algum tempo para concretizar sua implementação ao redor do mundo.

Nos resta esperar que o Disney+ chegue na América Latina logo no final de 2020! =D

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